Preciso aprender a me apegar dentro dos limites do que é saudável, a ter nas minhas mãos a chave da minha própria felicidade, a ter os outros não como parte indispensável da minha vida e sim como acessórios e melhoramentos da minha existência. Acabo jogando pros outros s responsabilidade de me completarem e coloco nas suas costas o peso de ser alguém cuja presença se faz necessária para a minha sobrevivência.
Quero conseguir criar laços cujas ausências não me doam e cujos retornos me alegrem, laços que fujam da lógica da posse, porque, no final, quem sofre sou eu, quem tem crises de choro no meio de dias comuns sou eu.
É muito bonita a ideia de "seja feliz seja onde e com quem for", mas eu não tenho um sentimento tão altruísta e a possibilidade das pessoas viverem felizes sem mim me aterroriza tanto quanto a possibilidade de as pessoas encontrarem novos confidentes e novas pessoas em cujas vidas sejam tão importantes quanto são na minha.
O amor que sinto é possessivo e egoísta porque sou insegura e não me sinto boa o suficiente pra ninguém, coisa que a vida não tem colaborado muito pra que eu pare de pensar.
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