Esse é o segundo filme dirigido pela libanesa Nadine Labaki, que teve sua estreia como diretora com o filme “Caramelo”, que ainda pretendo assistir.
A protagonista do filme é a própria Nadine, que vive um romance - que não é o foco da história, devo afirmar - com um dos moços da aldeia.
A história se passa em uma pequena aldeia do Líbano, rodeada por minas terrestres e ligada à outras comunidades apenas por uma velha ponte. Nessa aldeia convivem muçulmanos e cristãos, e é essa convivência o foco do roteiro.
A questão religiosa é um dos principais motivos dos atuais conflitos no Oriente Médio, a disputa de territórios e a junção entre política e religião fazem com que a tensão na área seja constante.
Dentro da aldeia se vive um período de convivência harmoniosa após um conflito com perdas em ambos os lados. Ao ouvirem que conflitos armados estão se intensificando nas outras regiões, as mulheres da aldeia se unem para adiar ao máximo a chegada dessas informações nos ouvidos dos homens da aldeia, pois têm medo de um novo conflito tomar conta da área.
É uma bela obra sobre o tema da guerra, é uma bela obra sobre a força feminina - as mulheres e seus inúmeros esforços para evitar o surgimento de um novo conflito são o plano mais importante da história. É um filme engraçado e trabalha de uma maneira encantadora o tema da perda e do luto.
Assistir a esse filme é uma experiência que faz rir, faz chorar e da qual sempre se tira um novo ensinamento. Fora isso, ainda há o conhecimento de uma outra cultura e o conhecimento das músicas dessa outra cultura, que, por sinal, tornam a trilha sonora do filme maravilhosa.
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