O livro foi escrito por Dee Brown, um bibliotecário e professor muito interessado pela história do oeste americano, e lançado em 1970. A obra tenta resgatar ao máximo a visão indígena sobre a colonização, colocando os chefes das tribos e cacicados como os protagonistas.
A obra tem seus méritos, eu sei, mas o estilo da escrita a torna maçante e conseguir terminá-la foi um suplício pra mim. Não tenho como dizer se a culpa é do autor ou da tradução, que me pareceu não ser das melhores, tudo o que sei é que saio dessa leitura sem a mínima vontade de ler outros escritos desse autor.
Durante o primeiro capítulo, me interessei muito, mas ao longo dos seguintes, fui percebendo que tudo só se repetia, era como uma fórmula em que iam se mudando o nome das tribos e dos personagens, mas cujo enredo era o mesmo.
"Mas é claro que o enredo era o mesmo, o livro é sobre várias tribos sendo dizimadas." Sim, mas um bom escritor conseguiria fazer isso de uma maneira que emocionasse o leitor a cada página, a cada nova tribo. Talvez o escritor tivesse se dado melhor sendo menos ambicioso, não tentando reconstruir um panorama geral do assassinato indígena norte-americana e sim se aprofundando na história de uma tribo ou outra, não sei, são dúvidas.
Uma ótima ideia com uma execução ruim.