terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Medo

31 de janeiro de 2012
O susto, foi só um susto, só mais uma noite mal dormida, só isso. Cenas das quais já não me lembro, é como se o acordar apagasse tudo o que vi enquanto dormia, talvez seja melhor assim, não me iludo com os sonhos e não sofro com os pesadelos.
Sozinha, essa era a palavra que me definia nesse momento, sozinha, era assim que eu me encontrava, sozinha, talvez por culpa minha.
Sinto sua falta, o aperto em meu coração voltou a se fazer presente.
O escuro me deu medo, mas na verdade o que me deu medo é o que o escuro esconde. O que me deu medo foi o que o futuro me reserva, os arrependimentos que podem vir à tona, aquilo que posso fazer errado sem me dar conta, o que me deu medo foi saber que ainda há vida mesmo sem você.
E a inocência já não está mais presente em mim, já sei sobre o mundo e todas as suas podridões, já sei que nada é tão belo, grandioso ou heróico. Sei que já não posso confiar em ninguém, e eu realmente preferia não saber disso.
Não te ter aqui é ruim, me deixou em um abismo, mas eu tive a oportunidade de ser forte . Eu descobri uma força desconhecida dentro de mim.

(11 de dezembro de 2014
Aquelas coisas que você escreveu há quase três anos, que eram ficção e que passam a fazer sentido muito tempo depois na sua vida.
A eu de 2012 criou uma narradora personagem, a eu desse momento é a personagem que essa outra criou.
Obrigada, minha princesa por ter feito parte da minha vida por esses sete anos, você me ensinou o que é o amor incondicional, e realmente foi difícil aceitar que há vida mesmo sem você, e o aperto no coração realmente se fez presente, me senti sozinha e os sonhos foram tão constantes quanto os pesadelos.
Sinto sua falta e acho que vou sentir pra sempre. Só me falta mesmo é sair desse abismo e achar essa tal força desconhecida dentro de mim.
Adeus.)